domingo, 8 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher e o Feminismo

                                                   Parabéns a nós, mulheres!

 O dia 08 de março passou a ser comemorado internacionalmente como Dia da Mulher em 1910, após a morte de 130 operárias, em 1908, que protestavam por melhorias das condições de trabalho. As tecelãs no seu ato de greve reivindicavam, entre outros, a redução da jornada de trabalho, a igualdade salarial entre homens e mulheres e um tratamento digno durante o expediente. Apesar de terem sido presas e incendiadas de um forma desumana, a data da manifestação se tornou importante para as mulheres e homens (será?).
 Apesar de ser um símbolo feminista, gosto desta foto pela significância. A frase "we can do it" ( em português, "nós podemos fazer isso") me remete à outra "a questão não é quem vai permitir. A questão é quem vai me impedir" de Ayn Rand, uma anti-feminista.


Por Ana Carolina Junqueira.


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  A presença de um dia dirigido única e exclusivamente para nós mulheres mostra que temos relevância e de ser lembradas pelo menos em um dia ao longo do ano.
  Porém, tem-se um problema a partir do momento em que mulheres feministas passam a reclamar desse dia, como no texto publicado pela Carta Capital, em seu site, no dia 08 de março de 2015, chamado "O Dia da Mulher não é homenagem bonitinha" (http://www.cartacapital.com.br/blogs/escritorio-feminista/o-dia-da-mulher-nao-e-pra-ser-uma-homenagem-bonitinha-724.html).
 O objetivo central da publicação foi mostrar o pensamento feminista sobre a sociedade, afirmando que as mulheres ainda são oprimidas por homens no patriarcado. É afirmado no texto, por exemplo, que o padrão "massacrante" de beleza existente também é uma forma de repressão e que sete a cada dez mulheres são vítimas de violência ao longo da vida.
 Considerando o lado opressor do padrão de beleza em que a mulher tem, sim e muito, que se esforçar para manter um corpo sarado, sem celulite e estria e para seguir uma dieta e uma rotina de exercícios, é ruim o padrão de beleza. Horrível. Porém não há ninguém obrigado e submetido a isso. As mulheres, assim como os homens, aderem a uma vida que siga o padrão de beleza por uma vontade além da de ser considerado bonito. Afinal, por consequência do controle na alimentação, da prática esportiva e da posse de um corpo sem excesso de gorduras, a saúde é cuidada e muitas doenças são evitadas. Portanto, mesmo com bastante esforço envolvido na procura de um corpo perfeito, não é opressora a adoção do padrão de beleza, e sim uma escolha pessoal de todas as mulheres e todos os homens. Afinal, não são as mulheres gordinhas que a sociedade, supostamente, não aceita, já que ps gordinhos não costumam entrar na lista de preferência feminina.
 Já ao analisar a questão da violência contra a mulher, muitos dados afirmam que mulheres são vítimas de violência tanto sexual, quanto doméstica. Entretanto, não há dados mostrando a proporção da violência contra homens.


No Brasil, a Lei Maria da Penha, apesar de ter objetivo a proteção feminina, vem sendo usada em casos de violência doméstica contra homens. "A princípio, temos que a lei Maria da Penha buscou tutelar de forma específica a mulher vítima de violência doméstica, familiar e de relacionamento íntimo, instituindo tratamento jurídico diverso daquele contido no CP, porque delimita, quanto à sua aplicação, o sujeito passivo das modalidades de agressão, que só pode ser a mulher. Todavia, interpretando-se de maneira mais profunda os termos dessa lei e a teor do que dispõe o § 9º do art. 129 do CP, que não faz restrição a respeito das qualidades de gênero do sujeito passivo, pode alcançar ambos os sexos.

 Luis Flavio Gomes entende por essa extensão desde que se constate alguma analogia fática, impondo-se a analogia in bonam partem.
 Pessoalmente, este articulador partilha da opinião daqueles que entendem que os benefícios dessa lei devem ser estendidos a todos os homens que solicitarem proteção ao Judiciário, caso a caso, pois há interesse de agir, e o Judiciário não pode negar a prestação jurisdicional." (fonte: http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI189666,71043-Violencia+domestica+contra+homens)
 Então, o objetivo feminista de promoção de igualdade entre os sexos não ocorre de maneira correta. Afinal, nem homem nem mulher devem ser vítimas de violência alguma. A violência implica no desrespeito à liberdade corporal que todo e qualquer ser humano possui. Por isso deve ser algo abdicado das práticas sociais, e não algo defendido quando feito contra um determinado sexo.
 E para aqueles que não acreditam na violêcia doméstica contra homens: 'Tinha medo do que iam pensar de mim’, diz homem vítima de violência doméstica (http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/12/tinha-medo-do-que-iam-pensar-de-mim-diz-homem-vitima-de-violencia-domestica.html).
 Na questão de trabalho em que se é defendida a igualdade sexual, as mulheres querem ocupar cargos e possuir salários iguais aos dos homens. Não é injusto, partindo do ponto de vista econômico. Só é contraditório no ponto de vista do esforço. Como citado do vídeo de Ayn Rand, as cotas femininas em empresas não são uma forma de promoção de igualdade, afinal o cargo retirado de um homem será adquirido por uma mulher que, sem muitas dúvidas, utilizou de um meio facilitador e que consequentemente se esforçou vezes menos. Dessa forma, a única observação a ser feito sobre o vídeo seria que atualmente existem jogadoras de futebol americano. Quanto a estivadoras, desconheço a existência.
  Tem-se também que as moças donas de casa, as adeptas dos padrões de beleza, as que não falam palavrão, as casam virgem ou as que têm uma vida sexual livre são mal vistas pelas feministas. Afinal a liberdade das mulheres não implica no fato de elas poderem escolher entre cuidar de uma família ou seguir o padrão de beleza, porque isso é a opressão masculina. Está mais explícito em "Uma Homenagem do machismo ao Dia Internacional da Mulher" (http://www.cartacapital.com.br/blogs/escritorio-feminista/parabens-pelo-seu-dia-mulher-uma-homenagem-do-machismo-2810.html?utm_content=bufferd6aab&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer).
 Quanto a ser o sexo frágil, fisicamente, não é uma afirmação errada já que muitas mulheres são mais fracas do que muitos homens. Todavia algo a ser adicionado é que o fato de ser o sexo frágil permitiu às mulheres a estadia em casa, durante muitas guerras, permitiu que os homens trabalhassem para garantir o sustento familiar e o fato de o serviço militar ser obrigatório somente para homens em muitos países. Ou seja, ser classificada como inferior fisicamente era de benefício somente das mulheres. Benefício tal posto em risco atualmente com as reivindicações feministas.



Vinculado à política, o feminismo pode é um produto da esquerda. Encontra-se o apoio da afirmação no fato de o feminismo não apoiar a Dama de Ferro, Margaret Thatcher, uma líder de direita que lutou para alcançar a posição, que até então, somente homens ocupavam. E por último luta entre sexos pode ser caracterizada pela "luta de classes" marxista, dando ao movimento mais um tom de esquerda.
Finalmente, tem-se que nesse Dia das Mulheres e em todos os outros dias, o orgulho deve ser originado a partir do fato de sermos mulheres reconhecidas como Cleópatra, Joana D’arc, Marie Curie (promoveu a descoberta dos elementos químicos Polonio e Rádio e foi premiada com dois prêmios Nobel, um em Física e outro em Química), Madre Teresa de Calcutá, Rainha Elizabeth, Anita Garibaldi, Maria Quitéria (heroína da Guerra de Independência e patronesse do Quadro Complementar do Exército Brasileiro), Margareth Thatcher (considerada a mulher mais poderosa do séc XX), Ayn Rand (autora dos livros “A Nascente” e “A Revolta de Atlas”, considerada a obra mais influente dos EUA, depois da Bíblia), ou mulheres, como minha mãe, que escolheram cuidar de seus filhos ou ainda como qualquer e todas as mulheres que são importantes em tudo que fazem. E não deixar que o orgulha venha daquelas que julgam a nós quem decidimos fazer a unha toda semana, seguir uma dieta, não falar palavrão e continuar seguindo a vida da forma que ambicionamos.